muito mimimi
Muita romantização da força feminina e pouca empatia. Muito grito de guerra mas muita insegurança ainda pra se colocar ao viver. Muito fala em seu lugar de fala mas pouca sororidade, (ou como ouvi da atual do meu ex "sororidade seletiva"). Muita construção pra desconstruir essa obra histórica que se encontra infiltrada de injustiça, opressão, descascando igual maquiagem borrada, cilio postiço caindo, jardim cheio de mato que nem os pelos da minha perna, e de quebra o teto caindo em cima com leis de feminicidio. Muito corpo pra pouca auto estima. 2x mais inteligente pra lidar com vários ambitos da vida, pra ter que se diminuir abaixo do tamanho do pau deles. Ser mulher é muita poesia. Ja se pergutou quantas pessoas apreciam poesia? Só que essa poesia é muitas vezes triste escrita na carne com injeções de anestesia e a ponta de bisturi no bico do mamilo ou da barriga de uma mulher. É um peso grande seguir cega na opressão, ou seguir reclamando dela. Não há quantidade de fios suficientes no suvaco de uma mulher que conte o quanto ainda ela é uma sobrevivente. Ela é um grito do século passado ecoando hoje nessas estruturas. Mas.. existe uma marreta grandona chamada sexta-feira. Espera a quarentena passar ... quero ela na minha mão e na mão das minhas amigas que se identificam com esse texto pra gente sextar!!!
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