Desnuda
Ca estou a tentar, mais uma vez
Entender meu eu
Um ser bastante mutilado
Roubado, usado
Refletido ate hoje na dificuldade
Do valor que imponho deste corpo
No qual eu propriamente direciono.
Querido amante passageiro, queria eu te mostrar toda a graça do meu devir
E todo esse chão que percorri até aqui.
Mas se não quiseres saber, não vou insistir.
Hoje eu atraio tu que enxergas as minhas inseguranças.
Nas tuas também me enxergo
Te entendo,
Apesar de diferentes as vias de condicionamento.
E aqui pairam minhas fraquezas,
É mesmo fácil percebe-las
Em um mundo que o erro é
mais venerado que os acertos.
Aqui vc ve um face
Que nao condiz com o coraçao
Um profunda marca na qual
Voce não encontrará
Racionalmente essa razão.
tu me questionas
O que seria eu entao?
Olhando pra essas cicatrizes
que em mim coçam ate hj
Cicatrizada com os proveitos
Com a essência
dos restos recolhidos de minha existencia
Entre rejeitos e dejetos
Despejados nas minhas profundidades
Pelas proprias pessoas que la abriguei de verdade.
Elas usaram minha moral
Elas apenas esperavam minha queda
Pra comemorar suas vitorias
De depois dizer com frase clichê
"Eu bem que avisei a voce!"
Eles determinaram meu fim
Antes dele acontecer
Eles queriam fazer de mim
Seus exemplos da típica insensatez
Enquanto minha alma chorava pra aguentar viver
O porque tanto eu tinha que competir, apanhar e sofrer?
O que não esperavam de mim é que essa minha estruxula subjulgada razão de vida
tinha sim uma porta de saída.
O maldito crime por mim cometido,
Que hoje reconheço um crime ser,
por isso que sempre pagarei consciente esse preço
ate o fim do meu viver.
sendo que Tudo de maravilhoso,
inspirador e estético
da expressao a priori atual da minha alma
eu tive que construir entre os escombros
Com o mesmo vigor
do amor, como de uma flor
Aquelas que sempre nascem nas calçadas,
Habitava inato essa semente ainda em mim
Um instinto pro amor que, assim fiz, Religiao
Como Deusa-mãe Gaia da minha propria criação.
Pra procurar eu a ninguem repetir
O que em mim fizeram sentir
Mas nao sou segura de mim,
Desculpe as milhoes desculpas
Mas muito devo e eu sei
Nao pra você
Porém assim me tornei ser.
Entao se quiseres empatize-se com esse meu transbordado e disfarçado murmuro de lamento.
Ha uma culpa eterna que nas costas carrego há muito tempo
Em uma epoca de grosseiras rasuras
em um livro de paginas de seda Improvisei e pintei a bela face que hoje em mim, ousadamente, Retrata.
Mesmo com o coraçao de lata.
Carrego um profundo olhar sedutor que instiga,
Atrai, move e exercita
Tudo que for possivel pra repor
essa vazio do que no íntimo meu amor pratica
Ha anos que eu vou concretizando
acreditando na minha traduçao de amor por todas as formas de vida.
Pra ponderar esses desequilibrios afetivos,
do qual não tive acolhimento nem saída .
Peço que não se assuste
Pela cor amarelada e fétida da lembrança por mim escrita.
Viva a tua honra e gloria dos amores de sua vida.
E hoje, aos 26,
Ainda me vaga a esperança
de um dia ouvir
pela primeira vez de novo desde a infancia, proferir
das pessoas fundamentais
que la ainda estao Abrigadas nas profundezas de meu alicerce de vida,
Local que hoje em dia ja consigo entrar pra tirar o lixo e dar uma varrida.
Um simples sincero ar de admiracao
Com um abraço ou ate um aperto de mão.
"parabéns, Eu te amo, vc conseguiu sua revolucao!"
Pai, tia, mãe e irmão
Vocês pra mim,
num caminho de corda bamba ao vento são,
a maior razão da minha vida,
Mas Também motivo de minha pertubação.
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